Arquivo do mês: fevereiro 2011

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?

“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente?

Não há sentido:
melhor escapar deixando uma lembrança qualquer,
lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira,
uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir,
mesmo sem saber por quê.

Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita.
Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer,
que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira,
que pode não ser do jeito que eu queria que fosse,
eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros!

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo,
que com a certeza de ter acabado em dor.

Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”

Caio Fernando Abreu


O que sobrou?

“Como é que eu podia saber que aquelas rosas eram carnívoras?”

(Caio Fernando Abreu)

“Como o corpo, a alma e tudo que me forma está cansado e exausto,
Com tantos NÃO, com tanta aparência fingida eu entrego os pontos..
Queria mesmo era o tempo perdido, que se doía também, mas que
no final eu ainda sim conseguia sorrir e agora?
O que sobrou ?
Cansada de acreditar em blefes, eu JÁ SOFRI DEMAIS SABIA..
meu coração Dói…
Obrigada mesmo por me dar um belo acorda pra vida princesa…
Coisas boas não acontecem com você…”

sem mas…


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