Bom… não vou fazer mais uma homenagem ou falar das minhas ultimas percas.. 
Hoje vai ser o dia que eu não vou contar as minhas lamentações ou me queixar de tudo
que eu já vivi.. hoje vou começar da onde eu parei, ou da onde eu comecei, bem nem sei mesmo da onde
que eu parei ou comecei…
Então, muita coisa que eu jamais pensei que se perderia com o tempo, acabou sumindo de uma forma espantosa
pra mim, não que eu tenha esquecido, mas passou aquele imenso vazio… eu acho!
Na verdade não sei definir o que eu ando sentindo, sabe aquela sensação de aperto no peito?
de medo de não ser mais do que aquela outra lembrança foi? ou não ser o suficiente, pois é!
Não descobri o nome ainda disso… aconteceram tão assim, sem eu notar, sem dizer: Oi, posso 
me instalar ai dentro de você… é se eu tivesse notado, acho que não teria permitido isso!
Afinal, não sei o que está por vim, tenho vontade de parar outra vez agora mesmo, e as vezes não.
Sinto que posso me ferir muito no final de tudo isso.. será que devo mesmo arriscar?
 …. Será!

 


Você foi…

Você foi…
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci

Você foi…
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim

Você foi…
O maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu

E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.

Você foi…
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu

Você foi…
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez…

Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder…

Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer…

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez….

Roberto Carlos

6 meses..


Diga não aos covardes…

“(…) Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá pra puta que te pariu. (E vá ser vago na casa da sua mãe porque embaixo da sua manga eu não fico mais!)

Tati Bernardi


Cedo demais…

“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais
Quando eu lhe dizia
Me apaixono todo dia
É sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse
Eu gosto de você também
Só que você foi embora…
Cedo demais!
Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer…
Eu aprendi a ter
Tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz…
Do resto não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.”

Cedo demais!

(Legião Urbana)

5 meses sem ti …


Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?

“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente?

Não há sentido:
melhor escapar deixando uma lembrança qualquer,
lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira,
uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir,
mesmo sem saber por quê.

Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita.
Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer,
que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira,
que pode não ser do jeito que eu queria que fosse,
eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros!

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo,
que com a certeza de ter acabado em dor.

Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”

Caio Fernando Abreu


O que sobrou?

“Como é que eu podia saber que aquelas rosas eram carnívoras?”

(Caio Fernando Abreu)

“Como o corpo, a alma e tudo que me forma está cansado e exausto,
Com tantos NÃO, com tanta aparência fingida eu entrego os pontos..
Queria mesmo era o tempo perdido, que se doía também, mas que
no final eu ainda sim conseguia sorrir e agora?
O que sobrou ?
Cansada de acreditar em blefes, eu JÁ SOFRI DEMAIS SABIA..
meu coração Dói…
Obrigada mesmo por me dar um belo acorda pra vida princesa…
Coisas boas não acontecem com você…”

sem mas…


O que me importa…

” O que me importa seu carinho agora
Se é muito tarde para amar você
O que me importa se você me adora
Se já não há razão pra lhe querer
O que me importa ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor
O que me importa ver você chorando
Se tantas vezes eu chorei também
O que me importa sua voz chamando
Se pra você jamais eu fui alguém
O que me importa essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais tristezas pra chorar que o seu
O que me importa ver você tão triste
Se triste fui e você nem ligou
O que me importa o seu carinho agora
Se para mim a vida terminou “

Marisa Monte

“E foi assim, por me sentir assim, que acabei deixando você ir…
Perdão… “


Foi o primeiro.

“Foi o primeiro e não sei se será o último.
Talvez tenha sido o único que chegou perto do meu coração, mas não resistiu.
E agora?
Não há culpa, não há medo, não há nada.
E é nesse nada que o coração se guarda.”


Universo misterioso.

“Sou um universo misterioso, envolto de emoções,sensibilidade, problemas, complicações…
Não sou forte, nem sou fraca. sou assim.
Às vezes dura, às vezes boba.
Às vezes menina, outras vezes mulher…
Um misto de seco e molhado, de doce e amargo, de alegria e angustia, de tumulto e calmaria…
Nem sempre permito-me gostar, amar, querer, chorar, sonhar…
Sou um ser que luta, mesmo quando as forças parecem escassas.”


De lua.

” Eu sou sim a pessoa que some, que surta, de lua, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e estraga ou salva uma noite.
Que acaba com uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito.
Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba.
E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos.
Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?
Acho que não né? Ia ser chato demais pra mim. “


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